Citroën Berlingo II vs Citroën Jumpy III: qual é mais fiável?
Segundo a Nota MotorFiable, o Citroën Jumpy III (6,0/10) tem menos avarias graves documentadas do que o Citroën Berlingo II (4,8/10), sobretudo pelos seus motores.
| Dado | Citroën Berlingo II | Citroën Jumpy III |
|---|---|---|
| Segmento | Carrinha e comercial ligeiro | Carrinha e comercial ligeiro |
| Anos | 2008–2018 | 2016–hoje |
| Nota MotorFiable | 4,8 em 10 | 6,0 em 10 |
| Nota do motor | 2,6/10 | 5,9/10 |
| Motor mais recomendável | 2.0 HDi · Comprar | Stellantis e-CMP (e-208, Corsa-e, ë-C4…) · Com precaução |
| Nota do resto do carro | 7,0/10 | 6,1/10 |
| Suspensão | 8,3 em 101 avariaGravidade média | 7,5 em 101 avariaGravidade crítica |
| Travões | 8,8 em 101 avariaGravidade alta | 7,3 em 101 avariaGravidade crítica |
| Caixa de velocidades e embraiagem | 8,6 em 101 avariaGravidade média | Sem avarias documentadas |
| Carroçaria e interior | 8,5 em 101 avariaGravidade média | 7,4 em 100 avarias |
| Airbags e segurança | 8,6 em 101 avariaGravidade crítica | Sem avarias documentadas |
Notas em 10: quanto mais alta, menos avarias graves documentadas. Como as calculamos
Principais avarias do Citroën Berlingo II
Fora do motor
- Gravidade médiaFrequência: FrequenteSuspensãoDesgaste de amortecedores, apoios e bieletas na suspensão dianteiraÉ o problema mais citado num inquérito de fiabilidade sobre o Berlingo II: amortecedores, apoios, molas e bieletas da barra estabilizadora dianteiros geram estalidos recorrentes, sobretudo em estradas degradadas ou ao passar em lombas, com casos documentados desde os 15.000 km.Aparece por volta de 15 000 km
- Gravidade críticaFrequência: RaraAirbags e segurançaRisco de os airbags não dispararem em caso de colisão (produção de novembro de 2017)Uma campanha de 2018 (ref. r2018128) abrange veículos fabricados entre 13 e 20 de novembro de 2017 nos quais os airbags podiam não disparar em caso de colisão.
- Gravidade médiaFrequência: OcasionalCaixa de velocidades e embraiagemDesgaste precoce da embraiagem, especialmente na caixa automatizada ETG6O mesmo inquérito de fiabilidade coloca a embraiagem como o segundo sistema mais citado (24 casos): pode patinar, gripar ou desgastar o rolamento de encosto antes do tempo, sobretudo em versões a gasóleo e em veículos usados com carga; um caso documentado assinala um desgaste da embraiagem a apenas 37.000 km na caixa automatizada ETG6.Aparece por volta de 37 000 km
Nos seus motores
- Gravidade críticaFrequência: Muito frequente1.2 PureTechDegradação da correia de distribuição em banho de óleoA correia em banho de óleo do 1.2 PureTech (2012-2025) pode inchar e soltar resíduos que entopem a aspiração da bomba de óleo; sem lubrificação, o motor pode avariar gravemente. A Stellantis cobre-a até 10 anos ou 180 000 km e pede a sua substituição a cada 100 000 km ou 6 anos.Reparação (oficina): 400–800 €
- Gravidade críticaFrequência: Muito frequente1.2 PureTechPerda de assistência à travagem por danos na bomba de vácuoNos 1.2 PureTech turbo fabricados entre 2013 e 2018, os resíduos da correia podem danificar a bomba de vácuo que alimenta o servofreio e reduzir a assistência à travagem. Houve duas campanhas de recolha gratuitas (2020 e 2022); convém confirmar que foram realizadas.
- Gravidade altaFrequência: Muito frequente1.2 PureTechConsumo excessivo de óleo por calamina nos segmentos ou falha do separador de óleoOs 1.2 PureTech turbo de 2014 a 2023 podem consumir demasiado óleo: os de 2014-2018 por calamina que bloqueia os segmentos e os de 2018-2023 por um separador de óleo defeituoso. A Stellantis considera anómalo mais de 0,3 l a cada 1000 km e inclui-o na sua cobertura.
Principais avarias do Citroën Jumpy III
Fora do motor
- Gravidade críticaFrequência: OcasionalSuspensãoCorrosão no parafuso e nas buchas do braço de suspensão dianteiroSim: uma campanha da Stellantis e da Toyota (novembro de 2025) revê a fixação do braço de suspensão dianteiro do Jumpy e do Spacetourer porque a corrosão pode enfraquecer o parafuso e chegar a parti-lo, com perda parcial de controlo do carro. A inspeção e, se necessário, a substituição das peças são gratuitas.
- Gravidade críticaFrequência: OcasionalTravõesDiscos de travão traseiros mal assentes no cubo (lote do início de 2025)Um lote de Jumpy e Spacetourer fabricado no final de janeiro e início de fevereiro de 2025 está na campanha GN5 porque os discos de travão traseiros não assentam o suficiente no cubo: o disco pode fissurar, os parafusos da roda podem desapertar-se e, no pior dos casos, a roda pode soltar-se. A reparação é gratuita.
Nos seus motores
- Gravidade médiaFrequência: Muito frequente2.0 BlueHDiAvaria do depósito e da bomba do sistema AdBlue (SCR)No 2.0 BlueHDi, o depósito de AdBlue pode cristalizar ou falhar e mostrar um aviso com contagem decrescente até à impossibilidade de arrancar. É a avaria mais citada deste motor: a Stellantis indemniza os proprietários dos diesel fabricados até agosto de 2020, sem uma solução definitiva.Reparação: 1 000–1 500 €
- Gravidade altaFrequência: Ocasional2.0 BlueHDiColmatação do filtro de partículas (FAP) em trajetos curtosO FAP com aditivo do 2.0 BlueHDi pode colmatar se o carro fizer sobretudo trajetos curtos e não atingir a temperatura necessária para se regenerar. É uma avaria documentada em modelos atuais como o Opel Grandland, embora com menos casos do que nas gerações do 2.0 HDi anteriores a 2013.
- Gravidade altaFrequência: Ocasional2.0 BlueHDiDesgaste dos injetores e da bomba de alta pressãoOs injetores e a bomba de alta pressão do 2.0 BlueHDi aparecem entre as avarias documentadas, embora numa minoria dos casos recolhidos face ao AdBlue ou ao FAP. Quando a bomba falha, as limalhas metálicas podem contaminar todo o circuito e encarecer muito a reparação.